domingo, 29 de maio de 2011
# 1
Chegaste tarde a casa e sem uma palavra deixas o casaco na cadeira e vais tomar um banho.
Não me mexo na cama, fingindo que não dei conta que existes. Foi a isso que já te habituaste. Voltas a casa, mas é como se não nos conhecessemos.
O teu telemóvel toca e eu ignoro. Desligam. Oiço-te a sair da banheira e o telemóvel torna a tocar. Cansada de ouvi-lo levanto-me, tiro-o do bolso do casaco e sem ver quem telefona vou até à casa-de-banho e estendo-to.
Pela primeira vez em semanas olhas-me nos olhos e demorámos tanto tempo a reagir que o telemóvel se desligou novamente. Isso acordou-nos e pegaste no telemóvel. Pensei que fosses telefonar para a pessoa e por isso virei-me para sair em direcção do quarto. No entanto chamaste-me:
- Espera. Preciso falar contigo.
Semanas volvidas voltei a ouvir a tua voz. Parei e esperei que falasses ainda de costas para ti. Subitamente senti o teu toque nas minhas costas. Estavas nu, a toalha tinha ficado no chão, junta com o telemóvel, desligado.
- Que queres? - Perguntei calmamente.
- O que nos aconteceu?
- Não soubemos lidar com os problemas, só isso. - Ainda estava de costas e evitava olhar-te nos olhos.
- Tem-me custado esta situação toda.
- A sério? - Virei-me e os nossos corpos ficaram colados.
- Sim. - Tiras-me uma madeixa de cabelo da cara - Tenho saudades do que tínhamos.
Sorri-lhe e baixei a cabeça.
- Agora já é tarde demais. Já passaram semanas e nem uma palavra trocámos.
- As palavras serão mesmo necessárias? - Levantas-me a cara com um dedo e as nossas caras aproximam-se até que os lábios entram em contacto. Uma corrente eléctrica, como nos tempos passados, cruza o nosso corpo. Sinto-te estremecer e introduzes a língua na minha boca. Correspondo e puxo o teu corpo para mais junto de mim. Quero-te. Nunca deixei de querer. Sentes isso e pegas-me ao colo. Retomas à banheira de onde tinhas saído. Despes-me a camisola do pijama enquanto beijas o meu tronco e as minhas mãos não abandonam o teu cabelo, onde sempre gostei de mexer. Assim que a camisola saiu as tuas mãos alcançaram os meus seios e acariciaram-os docemente, fazendo lembrar a primeira vez em que o fizeras. Entre as minhas pernas, o teu órgão endureceu e eu gemi. Reagindo a isso os teus lábios desceram o meu tronco e alcançaram o limiar da minha cintura. Lentamente baixaste-me os calções e assim que eles alcançaram o chão o meu sexo ficou acessível à tua vista. Sorriste olhando para mim e depois tornaste-me a beijar lentamente enquanto me fazias levantar e entrar para a banheira.
Assim que os dois entrámos ligaste a água e deixaste-a aquecer enquanto exploravas o meu corpo com as tuas mãos fazendo-me gemer. Puseste o chuveiro em cima das nossas cabeças e eu sem nada te dizer agachei-me na banheira e tomei o teu sexo na minha boca, fazendo-te estremer e gemer. Acaricei-o repetidas vezes com a boca até que me afastaste delicadamente deitando-me de costas na porcelana branca. Dirigiste a tua boca desta vez ao meu sexo, utilizando a língua para me excitar. Gemi livremente e assim que te apercebeste que já estava húmida colocaste dois dedos dentro de mim penetrando-me rapidamente.
Estava perto de atingir o orgasmo quando os retiraste. Utilizando a tua força viraste-me agora de barriga para baixo, ficando de joelhos no fundo da banheira. Agarraste nos meus seios por trás e penetraste-me com o teu sexo.
Gemi alto e tu gemeste a seguir. A água batia nas minhas costas, servindo como factor relaxante. Aumentaste a intensidade dos movimentos levando-me rapidamente a alcançar o orgasmo. Assim que sentiste os espamos no teu órgão atingiste também tu o orgasmo, deixando-te ficar dentro de mim, pousando apenas o teu peito e cabeça nas minhas costas.
Pouco tempo depois saíste de dentro de mim e virei-me de barriga para cima para puder olhar para ti. Sorrias para mim e acariciaste a minha barriga. A água ainda corria sobre nós, batendo agora na tua cabeça. Retiraste o chuveiro, tapaste o ralo da banheira e connosco lá dentro encheste-a. Passaste para trás de mim, sentando-te e depois puxando-me para que me encostasse a ti. Passados largos minutos, já com a água fria, levantamo-nos e sem nos secarmos, voltaste a pegar em mim ao colo e levaste-me para a cama. Pousaste-me e colocaste-te entre as minhas pernas, fazendo o teu sexo endurecer imediatamente. Prevendo o desejo que eu sentia voltaste a penetrar-me, tal como acontecera na banheira. Enquanto entravas e saías repetidas vezes acariciavas os meus seios, fazendo-me gemer alto. Paraste mantendo-te dentro de mim e sussurraste-me ao ouvido:
- Amo-te!
Apertei-te contra mim e beijei-te o pescoço até chegar ao teu ouvido:
- Também eu.
Retomaste os movimentos, aumentando a velocidade. Abriste mais as minhas pernas, colocando as mãos nos meus joelhos e puxando-os mais em direcção ao meu peito. A minha respiração tornava-se cada vez mais acelerada e isso tinha efeito em ti. Gemias cada vez mais alto. Desta vez foste o primeiro a atingir o orgasmo abraçando de seguida o meu corpo. Sorri para ti e depois saíste dentro de mim. Não demoraste a descer sobre o meu corpo e a alcançares uma vez mais com a tua língua o meu clítóris. Agarrei a almofada que estava debaixo da minha cabeça e deixei-me livre para o prazer. Quando atingi o orgasmo sorriste para mim e subiste para me beijar o pescoço. Virei-me de lado e deitaste-te atrás de mim, colando o teu corpo ao meu. Adormeci assim, embalada pela tua respiração, como há muito não acontecia.
Chegaste tarde a casa e começámos por não trocar uma palavra, mas no final recuperámo-nos.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)

Sem comentários:
Enviar um comentário